Diz a lenda:
“Vamos enganar o sábio? Diz a primeira menina.
Vamos!... Mas como?
Peguei esta borboleta azul. Vou fechá-la na mão e perguntar ao sábio se ela está viva ou morta. Se ele disser morta, abro a mão e ela voa. Se disser que está viva aperto e mato-a.
...
- Mestre... A borboleta na minha mão está viva ou morta...?
- Depende de você, diz o Mestre. Você é quem sabe o que fazer com ela. Ela está em suas mãos”!
...
Sua vida também é assim.
Como você a deseja? Viva, morta, agonizante...? Alegre, triste, indiferente a tudo? Estática ou participativa...?
Depende de você.
Faça dela, o que você achar melhor!
...
Donato Ramos
Academia Cascavelense de Letras
Salário mínimo no Brasil
Vendo toda esta discussão em torno do valor do salário mínimo, lembrei de uma velha história publicada no Pasquim, há uns 30 anos atrás, quando o Mario Henrique Simonsen decretou o valor do novo salário mínimo em Cr$ 76,80.
Pausa para explicações (para os que têm menos de 40) e não lembram ou não sabem disso.
1 - O Pasquim era o único jornal que debochava de tudo e de todos, em plena ditadura militar. Foi uma espécie de avô do Casseta e Planeta, só
que numa época em que fazer piada do governo, em vez de dar audiência, dava cadeia. E eles faziam e tomavam pau na cadeia.
2 - Mario Henrique Simonsen era o Ministro da Fazenda. Uma espécie de Palocci, só que com muito mais poder.
3 - Cr$ (Cruzeiro) era a moeda da época. É a única coisa igual aos
dias de hoje: não valia nada, igual ao Real.
Bom, continuando a história:
Quando o salário mínimo foi decretado em Cr$ 76,80, todo mundo se perguntava, porque este número cabalístico e não Cr$ 80,00, redondos.
Ou, pelo menos, Cr$ 77,00.
O Pasquim então publicou uma capa, com uma charge do Simonsen, diante de um quadro negro cheio de cálculos, dizendo: “Vou explicar para vocês como foi definido o valor do salário mínimo”. (Para os desinformados, Simonsen era um brilhante professor de economia). E, dentro, o Paquim apresentava os cálculos:
Preço de um cafezinho: Cr$ 0,12
Preço de um pãozinho francês: Cr$ 0,04.
Uma pessoa normal vive muito bem tomando um cafezinho e comendo um pãozinho (sem manteiga), quatro vezes por dia. Portanto: (0,12 + 0,04) x 4 = Cr$ 0,64.
Uma família tem, em média, 4 pessoas. Logo: 0,64 x 4 = Cr$ 2,56.
O mês tem 30 dias (isto, até quem ganha salário mínimo sabe):
Assim: Cr$ 2,56 x 30 = Cr$ 76,80! Logo, o salário mínimo tinha que ser de Cr$ 76,80. Nem mais, nem menos! Será que esta “explicação” serviria para justificar os R$ 300,00 do salário mínimo de hoje?
Vejamos:
Preço de um cafezinho: R$ 0,70
Preço de um pãozinho francês: R$ 0,25 (0,70 + 0,25) x 4 refeições =
R$ 3,80
R$ 3,80 x 4 pessoas= R$ 15,20
R$ 15,20 x 30 = R$ 456,00!
É... a conta não fechou. Bem, das duas uma: ou o cafezinho e o pãozinho francês estão muito caros, ou o salário esta muito baixo. Acho que vamos ter que pedir explicações ao Ministro Palocci sobre o salário de R$ 300,00. Seria esta uma piada séria? Ou seria algo sério que se tornou uma piada?
Jornalista Paulo Pegoraro:
Às vezes, a gente se esquece. Esqueço você. Você se esquece dos outros. Esquecemo-nos. Mas nos lembramos, às vezes apenas, de elogiar um texto, uma pintura, uma frase, um ato ou um fato.
"Amanhã vou telefonar e dizer isto ou aquilo".
O tempo passa, as flores secam, a água corre, os textos envelhecem, a gente fica mais antiga e aquele telefonema não aconteceu.
Que pena! Salve, agora, o E-mail.
Lendo seu artigo tão de hoje, tão de ontem, como servirá amanhã também porque os fatos vão se repetir, sobre as cobras criadas debaixo da cama, lembrei-me de contar-lhe que ontem recebi um E-mail do MILLOR FERNANDES, o gênio, falando sobre umas notinhas minhas publicadas por aí, sobre o nosso grande Alcebíades Pereira e o Ministro do Trabalho, o tal Berzoine, que querem porque querem, que as nossas queridas vadias usem carterinha e tenham alvará da prefeitura, paguem a Previdência, IPTU, Imposto de Renda, taxa de lixo, encarecendo o ato sexual normal de cinco ou deizão, "tarifas de hoje".
Diz o Millor: " Quequé isso, Donato! Você está com má vontade. Acho que eles estão praticando um pequeno ato de nepotismo. Quanto às exigências pra prática da profissão - prossegue Millor - eles esqueceram de um item - ter experiência. Que a pessoa pode começar por eles próprios,sendo o Deputado, (Vereador ou Ministro) do ramo.
Em tempo: há muitos anos passei pela tua cidade (Cascavel) e deixei com o Prefeito um slogan que nunca foi usado: "QUEM NASCE EM CASCAVEL JÁ É MEIO COBRA". Abração. Millor".
Seria a cobra citada por você em seu artigo...?
Parece-me, caro jornalista de muitas lutas inglórias, de textos mal lidos, que o escrito na Gazeta do Paraná na edição de 8 de junho/05, poderá ser republicado em qualquer dia do futuro, em qualquer cidade do Brasil, como poderia ser uma cópia de artigo de muitos anos atrás.
Na verdade "a linha divisória entre crise política e institucional é muito tênua" e, como você diz "a descrença nessa tal democracia e a crença em que as coisas só se transformam de fato, na base da baioneta - o sangue derramado das cobras que se aninham embaixo da cama do poder.
Não podemos defender a tese de se botar fogo no paiol pros ratos irem embora e nem, também, botar fogo na cama pra matar as cobras que estão embaixo.
Mas, antes que termine, não posso cometer o erro nosso ao qual me referia: esquecer de lhe dizer uma coisa - PARABÉNS PELO TEXTO ETERNO, iguais a tantos outros, falando das mesmas coisas, em datas as mais diversas, que escrevemos não sei bem pra quê. MAS, MESMO ASSIM, PARABÉNS!
A SOMAR-PROJETOS HUMANOS encerra suas atividades no campo da pesquisa de valores musicais, depois de efetuar a gravação de alguns CDs experimentais e pesquisar novos valores através de Festival.
Devido ao insucesso financeiro do I Festival Sertanejo de Música Nova, realizado recentemente na ASSERVEL, um dos sócios da empresa (Jota Oliveira), alegando ter de receber pela sonorizção do local, seqüestrou o computador da gravadora, um toca CD profissional e um pedestal para microfone.
Os sócios remanescentes, João Oliveira e Donato Ramos prosseguirão cumprindo com as obrigações já assumidas, em outros estúdios, gravando, inclusive um CD conjunto de todos os participantes do Festival ( João Ademir Maya, VilsinhoSanta Tereza, Miguel Neves e Mestrinho, Nery de Morais, Alessandra Aparecida da Silva,Thiago e Paulinho, Paulo Cezar e Giordani, Valmir Couto), um CD da dupla sertaneja de Corbélia - Thiago e Paulinho - , um CD contendo os poemas do engraxate Vilsinho Santa Tereza, com o apoio do Prefeito Francisco Menin, um dos grandes incentivadores da cultura no Oeste do Paraná, um CD Experimental do Trio Somar (harmônica, teclado e violão) e, dependendo do senhor Secretário do Meio Ambiente, Dr. Francisco Justus, um CD contendo músicas cujo foco principal é a Defesa do Meio Ambiente - "Preservando a Vida" -. A SOMAR-PROJETOS HUMANOS também vai complementar a gravação do CD com músicas Ecumênicas de Cícero Ribeiro, para distribuição nas Igrejas de todo o Oeste do Paraná.
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